De olhos fechados eu ainda sentia o calor dos braços e do abraço dado em meio a tanto conflito de sentimentos. Um gosto de desejo tomava conta de meus lábios pequenos e vermelhos feito brasa. Não se sabia ao certo o que havia acontecido aquela noite, se sabia que era de um espetáculo de fogos de artifício. A troca de olhar pelo corredor da empresa em que trabalhavam era inevitável. Ela sentia medo e vontade, e eu? Sentia vontade e vontade. O cheiro da pele, o toque das mãos. Ah, aquelas mãos com quem flertei por muitas horas da noite enquanto ela conduzia o copo de bebida até seus lábios duvidosos e insaciáveis. Eu a olhava dos pés a cabeça, sentia antes de toca-la, ouvia sua voz que acelerava meu coração. Me perguntei por horas o que era isso, carnal ou sentimental? E pra ser bem sincera, ainda nem sei ao certo, só sei que aquela noite ouve um grande estouro dentro de mim, dentro dela, dentro de nós.