quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Sexualidade a flor da pele



O amor é que é essencial
 
O AMOR é que é essencial.
O sexo é só um acidente.
Pode ser igual
Ou diferente.
O homem não é um animal:
É uma carne inteligente,
Embora às vezes doente.
 
 
Fernando Pessoa

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

De todos os meus sonhos você foi o melhor deles.



Eu sei que não estou preparada para te perder, mais é o que peço para Deus todos os dias antes de me deitar, mesmo que em pensamento, eu te amo demais e ver seu sofrimento acaba comigo.
Tudo que aprendi e conheci foi você quem me mostrou.
As histórias contadas, toda proteção, o respeito e amor ao próximo.
Os Domingos reservados para visitar a casa de Deus, as tardes costurando roupinhas para minhas bonecas, cuidando de meus joelhos esfolados, lendo revistas, assistindo TV e comendo biscoitos.
Dói pensar na perda, dói pensar que é um 'Adeus, pra nunca mais', dói saber que tudo vai ficar só na memória, o cheiro, o abraço, o sorriso, a palavra, o toque, o carinho antes de dormir.
De tudo que tenho os seus ensinamentos, sem dúvidas, são os que mais levarei comigo.
Hoje caem lágrimas de seus olhos tristes e sofridos, e fracas estão as suas mãos que foram fortes e que me traziam paz. Hoje seu sorriso já não existe mais, se apagou, seus pés já não caminham e nem me ensinam por onde andar.
Deus sabe o que faz e sabe que as vezes o amor pode machucar e a saudade gritar no peito.
Eu só quero sua paz e seu descanso, a ausência de dor em seu corpo e a tristeza longe de seus olhos castanhos.
Você foi a minha melhor companhia.
Eu vou estar ao seu lado até o último minuto.
Eu vou te encontrar seja onde for...
Seja quando for e como for!
Por que o amor atravessa barreiras e une corações. Nós sabemos quanto amor existe dentro de nós.

Obrigada por tudo.
Eu te amo Vó, pra todo sempre

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

.

Ando com preguiça de mim mesma.
Que coisa mais egoísta de se dizer ao espelho não?
Mais todo dia de manhã dispenso a escova de cabelo e os minutos perdidos na frente do vidro de imagem vaga, tão vaga e estranha quanto a minha alma.
Mais sou eu me olhando e julgando a espinha que acabou de sair ou as olheiras que ja fazem parte de mim;
Quando eu falo que to cansada falo sério.
Mais nem é vontade de dormir sabe, é preguiça de existir mesmo.
Viver cansa e morrer assusta.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

To precisando.

To estranha, to longe, to perto.
To de pernas pro ar, mais não estou sorrindo por isso, estou me maxucando ainda mais.
To sentindo muito frio, to com um copo de café quente nas mãos frias, to queimada de sol, queimada de vergonha, to custando a entender que as coisas vão sempre ser assim.
To demorando pra entender que a verdade é uma mentira.
To presa em mim, detalhe: Não tem como fugir de si mesmo.
To ouvindo música, to ouvindo gritos e assistindo a guerra pela globo.
To de meias altas e com os braços expostos e compostos de preguiça.
To viajando dentro do meu própio quarto, viajando em um jornal e tentando entender a morte do senhor de 65 anos aposentado e pai de familia.
To precisando de um tempo pra respirar, to precisando de oxigênio, to precisando de mais árvores no quintal e menos fumaça de cigarro nos cabelos;
To precisando de calças novas, tirar minha habilitação e arrumar um emprego melhor.
Eu to precisando de tanta coisa e tanta coisa precisando de mim.
To precisando me doar um pouco mais e me guardar menos.
To precisando escrever um livro, gravar minhas músicas e entregar cartas que deixo no caderno.
[..] Eu to precisando de tanta coisa e tanta coisa precisando de mim.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

'Todas as curvas me levam até seus seios, lábios, quadril.
Ai que delirío a cada entrada, a cada suspiro.
Aquele gosto doce na ponta dos dedos e os lábios vermelhos.
-Sente-se, uma bebida?
-Não, estou confortável.
- Um cigarro? Se importa se eu fumar?
-Não para os dois.
Tão quente o meio de suas pernas e tão maldosos são seus olhos cor de céu.
Tão desejado esse seu gosto de uva com pimenta no final.
E depois de tudo, se levanta de novo e acende mais um cigarro, vai até a janela e apóia seus braços sobre ela. Toma o cigarro como seu veneno e se deita e seu leito, morre para o mundo, nasce para mim'

Liberdade de escolha e expressão para esse povo ignorante e mal comido.
Jornal não ensina sexo, mais mostra estupro.
Ta tudo errado e tem gente que ainda acha que um copo de café com bastante açúcar acaba com todo o mal-estar e insônia que a vida tem.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A arte de ser um desenho.


'Gosto das modificadas' - Já ouvi isso algumas vezes, ou então ' Até parece um gibi.' - Mais confesso que não gosto de ser observada e muito menos julgada.
Tatuagem é para satisfação pessoal e não um agrado a sociedade.
É arte e não atração de circo.
Que fique claro.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Um violão tocado pelo coração.

No boteco uma luz fraca e um violão encostado no palco.
Pessoas de todas as raças e religião.
Em um canto três homens discutiam sobre a politíca, esvaziavam rápido a garrafa de cerveja e faziam sinal com a mão para que a garçonete trouxesse outra bem gelada.
Ja eram mais de 3hr00 da manhã, algumas vadias sentavam-se ao lado dos empresários em busca de diversão. Umas gordas e outras magras de mais. Pecavam por excesso de fartura ou pelo contorno que os ossos faziam nas costas. Bocas bem pintadas e roupas curtas, sentavam nas mesas onde a luz mais alcançava e ali ficavam por horas esperando o princípe que pagaria suas contas acumuladas no final do mês;
Um Italiano que só reclamava de todas a bebidas e um pedreiro que ja estava irritado com a voz dele.
Ninguém notava que o palco aguardava por uma garota que tocaria até o dia amanhecer. Todos descarregavam ali, naquela mesa ou no balcão seus milhares de problemas, suas frustrações, sua infidelidade, suas brigas e seus amores passados.
Todas as noites eram os mesmos clientes, com os mesmo defeitos e os mesmos problemas. Tudo era igual de mais.
Um microfone velho e com um som baixo acabava de ser ligado.
Ela sentou em uma cadeira baixa, colocou sua garrafa de água no chão, respirou fundo e deu a primeira nota, um Sol maior. Talvez fosse esse tipo de luz que estava faltando lá, uma luz viva, uma voz sadia, um Sol  meio a tanta escuridão.
As pessoas que ali estavam olharam para trás, com um olhar interrogativo e solitário.
Ela sorriu para si mesma e começou.
Doce voz da madrugada.
Comemoravam os Deuses e os anjos diziam amém, pois um deles resolveu descer e fazer a treva virar Céu.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Quero não só querer, quero ser!



Eu quero ver sorrisos para retibui-los
Quero beijos carinhosos, abraços quentes, palavras confortantes.
Quero respeito e igualdade.
Quero andar de mãos dadas e casar de terno.
Quero corpos misturados, mais iguais.
Quero cabelos longos e unhas vermelhas acariciando eles.
Quero um jantar a Luz de velas e só calcinhas no meu varal.
Quero que entendam que não vou mudar e que nem vou tentar.
Quero que respeitem o ser humano como ele é...
Sendo Homem com Homem ou Mulher com Mulher.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Quando Tudo for Paz.

                                    
São tantas as mãos para acolher e tantas para bater
De inicío até me assustei, mais hoje me acostumei com os tapas que nos empurram para frente.
Dizer que estou totalmente realizada profissionalmente é mentira, há tanto a resolver, arrumar e viver que me falta ânimo as vezes, quase na maioria das vezes.
Senti um frio essa madrugada, parecia nevar la fora, mais o céu carregado de estrelas me tirava essa sensação de mal-estar. Uma vontade devastadoura de sumir e aparecer de novo, sentir saudades e matar ela logo em seguida. Eu me sentia tão estranha e tão fora de mim, parecia um mundo anormal ao que eu pertencia, tudo tem seu jeito e solução, mais e eu?!
Minha cabeça anda um pouco cheia de espaço e eu não consigo suplir isso, fico frustrada e pego o violão, toco notas e mais notas sem sentido, tanto quanto meus pensamentos. Descarrego a raiva, frustração, tristeza, insatisfação no pobre violão, que nada me fez, aliás que tudo me faz, mais pelo lado positivo.
Eu pareço estar crescendo tarde de mais, me despedindo do Baú de brinquedos velho e empoeirado.
Coloco roupas menos coloridas e esqueço a fantasia do livro de contos, mais talvez tarde de mais.
Mais logo em seguida vem a noite e de novo a manhã, o amanhã.
E eu fico aqui tão perdida em mim, e com tanta falta de algo que nem perdi ainda.
Ta, talvez seja mesmo da vontade de todos que eu continue do lado do Baú, com as roupas meio pequenas e ja apertadas contando contos e encantando a mim mesma, iludindo e fingindo que la fora tudo é paz, enquanto o mundo se veste para a guerra, guerra contra a sua própria raça, matança de seus filhos e bombas em suas familias.
Quando meu livro acabar eu começo de novo, até que volte a ser dia,  até que o amor fale bem mais alto que a ignorância. E ela?! Eu protejo e deixo bem do meu lado, só posso sair de mãos dadas la fora quando tudo for paz.