To estranha, to longe, to perto.
To de pernas pro ar, mais não estou sorrindo por isso, estou me maxucando ainda mais.
To sentindo muito frio, to com um copo de café quente nas mãos frias, to queimada de sol, queimada de vergonha, to custando a entender que as coisas vão sempre ser assim.
To demorando pra entender que a verdade é uma mentira.
To presa em mim, detalhe: Não tem como fugir de si mesmo.
To ouvindo música, to ouvindo gritos e assistindo a guerra pela globo.
To de meias altas e com os braços expostos e compostos de preguiça.
To viajando dentro do meu própio quarto, viajando em um jornal e tentando entender a morte do senhor de 65 anos aposentado e pai de familia.
To precisando de um tempo pra respirar, to precisando de oxigênio, to precisando de mais árvores no quintal e menos fumaça de cigarro nos cabelos;
To precisando de calças novas, tirar minha habilitação e arrumar um emprego melhor.
Eu to precisando de tanta coisa e tanta coisa precisando de mim.
To precisando me doar um pouco mais e me guardar menos.
To precisando escrever um livro, gravar minhas músicas e entregar cartas que deixo no caderno.
[..] Eu to precisando de tanta coisa e tanta coisa precisando de mim.