No boteco uma luz fraca e um violão encostado no palco.
Pessoas de todas as raças e religião.
Em um canto três homens discutiam sobre a politíca, esvaziavam rápido a garrafa de cerveja e faziam sinal com a mão para que a garçonete trouxesse outra bem gelada.
Ja eram mais de 3hr00 da manhã, algumas vadias sentavam-se ao lado dos empresários em busca de diversão. Umas gordas e outras magras de mais. Pecavam por excesso de fartura ou pelo contorno que os ossos faziam nas costas. Bocas bem pintadas e roupas curtas, sentavam nas mesas onde a luz mais alcançava e ali ficavam por horas esperando o princípe que pagaria suas contas acumuladas no final do mês;
Um Italiano que só reclamava de todas a bebidas e um pedreiro que ja estava irritado com a voz dele.
Ninguém notava que o palco aguardava por uma garota que tocaria até o dia amanhecer. Todos descarregavam ali, naquela mesa ou no balcão seus milhares de problemas, suas frustrações, sua infidelidade, suas brigas e seus amores passados.
Todas as noites eram os mesmos clientes, com os mesmo defeitos e os mesmos problemas. Tudo era igual de mais.
Um microfone velho e com um som baixo acabava de ser ligado.
Ela sentou em uma cadeira baixa, colocou sua garrafa de água no chão, respirou fundo e deu a primeira nota, um Sol maior. Talvez fosse esse tipo de luz que estava faltando lá, uma luz viva, uma voz sadia, um Sol meio a tanta escuridão.
As pessoas que ali estavam olharam para trás, com um olhar interrogativo e solitário.
Ela sorriu para si mesma e começou.
Doce voz da madrugada.
Comemoravam os Deuses e os anjos diziam amém, pois um deles resolveu descer e fazer a treva virar Céu.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Quero não só querer, quero ser!
Eu quero ver sorrisos para retibui-los
Quero beijos carinhosos, abraços quentes, palavras confortantes.
Quero respeito e igualdade.
Quero andar de mãos dadas e casar de terno.
Quero corpos misturados, mais iguais.
Quero cabelos longos e unhas vermelhas acariciando eles.
Quero um jantar a Luz de velas e só calcinhas no meu varal.
Quero que entendam que não vou mudar e que nem vou tentar.
Quero que respeitem o ser humano como ele é...
Sendo Homem com Homem ou Mulher com Mulher.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Quando Tudo for Paz.
São tantas as mãos para acolher e tantas para bater
De inicío até me assustei, mais hoje me acostumei com os tapas que nos empurram para frente.
Dizer que estou totalmente realizada profissionalmente é mentira, há tanto a resolver, arrumar e viver que me falta ânimo as vezes, quase na maioria das vezes.
Senti um frio essa madrugada, parecia nevar la fora, mais o céu carregado de estrelas me tirava essa sensação de mal-estar. Uma vontade devastadoura de sumir e aparecer de novo, sentir saudades e matar ela logo em seguida. Eu me sentia tão estranha e tão fora de mim, parecia um mundo anormal ao que eu pertencia, tudo tem seu jeito e solução, mais e eu?!
Minha cabeça anda um pouco cheia de espaço e eu não consigo suplir isso, fico frustrada e pego o violão, toco notas e mais notas sem sentido, tanto quanto meus pensamentos. Descarrego a raiva, frustração, tristeza, insatisfação no pobre violão, que nada me fez, aliás que tudo me faz, mais pelo lado positivo.Eu pareço estar crescendo tarde de mais, me despedindo do Baú de brinquedos velho e empoeirado.
Coloco roupas menos coloridas e esqueço a fantasia do livro de contos, mais talvez tarde de mais.
Mais logo em seguida vem a noite e de novo a manhã, o amanhã.
E eu fico aqui tão perdida em mim, e com tanta falta de algo que nem perdi ainda.
Ta, talvez seja mesmo da vontade de todos que eu continue do lado do Baú, com as roupas meio pequenas e ja apertadas contando contos e encantando a mim mesma, iludindo e fingindo que la fora tudo é paz, enquanto o mundo se veste para a guerra, guerra contra a sua própria raça, matança de seus filhos e bombas em suas familias.
Quando meu livro acabar eu começo de novo, até que volte a ser dia, até que o amor fale bem mais alto que a ignorância. E ela?! Eu protejo e deixo bem do meu lado, só posso sair de mãos dadas la fora quando tudo for paz.
Assinar:
Comentários (Atom)


