quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

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Sem rumo nem nada.
Vontade disparada de correr em qualquer direção, qualquer lugar onde o ar seja de graça e doa-se pão.
Vontade de encher o coração de esperança e adotar uma criança, de qualquer raça, cor ou amor.
De caçar uma borboleta e criar,  fazer seu funeral quando o dia acabar.
De silenciar-se e de gritar.
Vontade de mudar de corpo, de continuar vivo e de ser morto.
Vontade de um pedaço de bolo de fubá com café feito na hora, de sentar e esperar a aurora.
De crescer e mudar, de encolher e brincar.
Vontade de escorregar em uma montanha gigante, de caçar sonhos em cima de um elefante.
De de andar de trem, andar a pé, de sorrir dos problemas e culpar a fé.
Vontade ser feliz, de consumir amor e viver de luz.
Vontade de conhecer Deus, desfrutar de sua casa e de tudo que também é meu.
Vontade de comprar um peixinho dourado, de vender frutas no mercado.
Vontade de aprender antes de morrer...
Aprender a amar sem ver a quem, amar o triste, o puro ou o ninguém.
Amar a vida, seja branca ou colorida.
Amar o que vier, seja homem ou mulher.
Vontade de estar exatamente onde estou, mais com muito mais amor.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O meu Eu entende.

No papel de ceda a marca da caneta Bic preta que falhou na escrita.
No papel quase rasgado, um estrago por não terminar de se dizer o que sentia por ela.
E por noites as dores de cabeça aumentavam, e seu armário estava vazio de cafeína.
Mãos trêmulas segurava o cigarro apagado, tragava medo e soltava a coragem, deixava ela se perder com a fumaça imaginária.
Ela ja devia estar no ônibus das 23h00 e ele não podia ligar: Créditos insuficiente para completar essa ligação - Ouvia a mesma frase por milhares de vezes, mais continuava ligando como se por um milagre a ligação fosse completada.
Quanta tolice para um cara de 45 anos.
Ela tinha seus 17 e estava enlouquecendo e acabando com seu sono por dias.
Só de lembrar do rosto de beleza exótica sentia que suas calças apertavam muito.
Desistiu de roer unhas e pentear seus cabelos grisalhos, se levantou do sofá e caminhou até o quintal.
Recolheu algumas camisetas e jogou o cigarro apagado fora.
Resolveu morrer só por aquela noite.
Ela ligou, ele estava morto e escondia ainda restos dos cigarro no bolso da camisa social.




segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Novos tempos e costumes velhos.

 Começa um ano novo mais tudo parece tão igual.
Nada vai mudar enquanto as pessoas não mudarem tambem.
Esperamos do mundo e do ano que entra realizações, amor, carinho, paz e felicidade, mais entramos mal-humarodos, desumanos, frios e cálculistas.
2011 também espera de nós pessoas diferentes pra que ele faça a parte dele.
Afinal, quando um não quer, dois não briga.

'Enquanto houver preconceito e a cor da pele for mais importante, ainda haverá guerra'