As luzes piscavam, a fila virava a esquina, palhaços e trapezistas faziam suas maluquices na tentiva de prender as pessoas em uma cadeia dos sonhos.
O segurança olhava rosto por rosto e identificava se era o mesmo do documento.
A ansiedade e medo tomava conta daqueles corpos que não paravam um minuto, dançavam na batida da música eletrônica que ecoava pelas portar abertas.
La dentro parecia que o mundo era outro, risadas altas e bebidas quentes, conversas ao pé do ouvido e sexo misturado, ou melhor , igual.
O som era alto, ensurdecedor e anestesiante. Ali não existia amor, ali existia paixão. Os casamentos e compromissos era deixados da lado de fora; Executivos, advogados, empresários, enfermeiras, costureiras, pipoqueiros... Nada existia, nada se diferenciava, todos gastavam seu suor para refrescar-se e libertar-se dos medos e inseguranças.
Nas mesas via-se que homens conversavam próximos demais, olhares maliciosos, mãos na cintura, bocas as vezes juntas e as vezes distantes, mas sempre prontas para se unirem.
Mãos delicadas que seguravam outras, unhas vermelhas que envolviam os cabelos longos e escuros, seios, braços, dedos, tudo em uma sintonia só.
La dentro tudo era visto, tudo bem aceito e respeitado. Banheiros lotados de homens e mulheres, não existia nada para separar os dois mundos, juntava tudo em uma coisa só;
De manhã era a hora em que tudo tinha que voltar ao normal, as responsabilidades, a postura, o relacinamento conturbado e forçado.
O sonho só acabava quando a única luz que tomava conta do salão era a luz do dia.
La fora os palhaços e trapezistas ja haviam partido, mas na promessa de voltar quando a escuridão os chamassem.
A vida e os sonhos só começavam quando todas as outas coisas dormiam.
As cortinas se abriam e a cadeia dos sonhos já estava pronta para prender muitas outras almas, ou liberta-las de uma vez.

Vc é linda te adooro
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