Deitava-se sobre aquelas mãos grandes e calejadas. Sentia que as lágrimas escorriam contornando todo seu rosto ainda corado como uma maçã madura, lábios grandes descascados, as meninas dos olhos mortas e sem cor. Ela sentia que precisava de ajuda, sentia que aquela vida não era a dela, queria ainda correr atrás de borboletas e ser dona de casa, queria ver filmes e frequentar a casa da avó.
E agora? Esta tudo perdido? Errei no começo e não posso corrigir o final? - Com os longos fios de cabelo escondia todo o medo, e de novo renascia mulher.
Ele apertava entre os lábios finos um cigarro já apagado, acariciava seu corpo frágil, nú, tão puro e já tão cheio de verdades e pecados, ele a olhava dos pés a cabeça, colocava a mão entre suas pernas e sorria maliciosamente.
Todos os dias no mesmo horário ele chegava, um carro de marca pouco conhecida, placa amarelada e bancos gastos, buzinava e ela ja sabia o que tinha de fazer. Tomava seu banho de coragem e sempre deixava o chuveiro na agua fria. Os papéis de contas vencidas em cima da mesa ja era tantos que não se sabia ao certo qual era as de maior prioridade. O irmão mais novo brincava com um pedaço de madeira, chupeta azul, da cor do olhos lacrimosos da mãe que ficava por horas jogada no sofá da sala. As mãos trêmulas era a mesma que um dia eram fortes e trabalhavam sem parar. Os remédios de tarja preta cobriam um jornal que noticiava as ultimas ocorrências de estupros e prostituição infantil. Com a mochila nas costas, Renata pedia a benção da mãe para mais um dia de escuridão.
A verdade era que sua mãe acreditava que Renata ia na escola e depois trabalhava em um mercadinho, tinha orgulho da filha que fazia o papel do homem da casa, dando sustento e pagando as milhões de dívidas.....
Seu dia era longo e a noite tão curta.
Os sonhos estavam no mesmo lugar, alguns em rascunhos e outros dentro do seu Baú de brinquedos.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
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As luzes piscavam, a fila virava a esquina, palhaços e trapezistas faziam suas maluquices na tentiva de prender as pessoas em uma cadeia dos sonhos.
O segurança olhava rosto por rosto e identificava se era o mesmo do documento.
A ansiedade e medo tomava conta daqueles corpos que não paravam um minuto, dançavam na batida da música eletrônica que ecoava pelas portar abertas.
La dentro parecia que o mundo era outro, risadas altas e bebidas quentes, conversas ao pé do ouvido e sexo misturado, ou melhor , igual.
O som era alto, ensurdecedor e anestesiante. Ali não existia amor, ali existia paixão. Os casamentos e compromissos era deixados da lado de fora; Executivos, advogados, empresários, enfermeiras, costureiras, pipoqueiros... Nada existia, nada se diferenciava, todos gastavam seu suor para refrescar-se e libertar-se dos medos e inseguranças.
Nas mesas via-se que homens conversavam próximos demais, olhares maliciosos, mãos na cintura, bocas as vezes juntas e as vezes distantes, mas sempre prontas para se unirem.
Mãos delicadas que seguravam outras, unhas vermelhas que envolviam os cabelos longos e escuros, seios, braços, dedos, tudo em uma sintonia só.
La dentro tudo era visto, tudo bem aceito e respeitado. Banheiros lotados de homens e mulheres, não existia nada para separar os dois mundos, juntava tudo em uma coisa só;
De manhã era a hora em que tudo tinha que voltar ao normal, as responsabilidades, a postura, o relacinamento conturbado e forçado.
O sonho só acabava quando a única luz que tomava conta do salão era a luz do dia.
La fora os palhaços e trapezistas ja haviam partido, mas na promessa de voltar quando a escuridão os chamassem.
A vida e os sonhos só começavam quando todas as outas coisas dormiam.
As cortinas se abriam e a cadeia dos sonhos já estava pronta para prender muitas outras almas, ou liberta-las de uma vez.
O segurança olhava rosto por rosto e identificava se era o mesmo do documento.
A ansiedade e medo tomava conta daqueles corpos que não paravam um minuto, dançavam na batida da música eletrônica que ecoava pelas portar abertas.
La dentro parecia que o mundo era outro, risadas altas e bebidas quentes, conversas ao pé do ouvido e sexo misturado, ou melhor , igual.
O som era alto, ensurdecedor e anestesiante. Ali não existia amor, ali existia paixão. Os casamentos e compromissos era deixados da lado de fora; Executivos, advogados, empresários, enfermeiras, costureiras, pipoqueiros... Nada existia, nada se diferenciava, todos gastavam seu suor para refrescar-se e libertar-se dos medos e inseguranças.
Nas mesas via-se que homens conversavam próximos demais, olhares maliciosos, mãos na cintura, bocas as vezes juntas e as vezes distantes, mas sempre prontas para se unirem.
Mãos delicadas que seguravam outras, unhas vermelhas que envolviam os cabelos longos e escuros, seios, braços, dedos, tudo em uma sintonia só.
La dentro tudo era visto, tudo bem aceito e respeitado. Banheiros lotados de homens e mulheres, não existia nada para separar os dois mundos, juntava tudo em uma coisa só;
De manhã era a hora em que tudo tinha que voltar ao normal, as responsabilidades, a postura, o relacinamento conturbado e forçado.
O sonho só acabava quando a única luz que tomava conta do salão era a luz do dia.
La fora os palhaços e trapezistas ja haviam partido, mas na promessa de voltar quando a escuridão os chamassem.
A vida e os sonhos só começavam quando todas as outas coisas dormiam.
As cortinas se abriam e a cadeia dos sonhos já estava pronta para prender muitas outras almas, ou liberta-las de uma vez.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Só uma dose
domingo, 7 de agosto de 2011
O copo de Vodka em cima de um jornal marcava um círculo sobre a notícia de que as drogas estavam mais presentes em sua vida do que seus próprios familiares.
'Fodam-se, Fodam-se' - gritava lançando o jornal pela janela, virou o copo e tomou um porre de veneno. Deitou-se em sua cama enquanto olhava o teto girar, via suas fotos antigas, quando ainda usava meias com detalhes rosa. Nada passava por sua cabeça, nem mesmo as lembranças que antes ainda a visitavam com mais frequencia.
Olhos cerrados e sorriso no canto dos lábios procurava ao lado do travesseiro seu maço de cigarros, amaçado, acendia e soltava a fumaça pelo nariz.
' Fodam-se!' - sorria pra ninguém, ou por alguém.
Levantou-se e ligou o rádio, deixou tão alto que os papéis que estavam em cima do aparelho tremiam vez ou outra, mas aos seus olhos tudo tremia, tudo temia.
O relógio ja marcava 03h00 da manhã e o som ecoava por todos os quartos vazios e escuros.
Cantou por horas, todas suas músicas, as vezes até se esquecia de alguma parte; ria de si mesma e tornava a começar.
De manhã o rádio ainda tocava, mas estava tocando uma única música, repetidamente, e a mesma frase:
"They tried to make me go to rehab but I said 'no, no, no'..."
Mas de seus lábios nada se ouvia, seu corpo nada respondia.
E por algumas horas ainda se tocava a mesma música, a mesma tentativa de salvação em vão.
E do dia se fez a noite mais longa e o sono mais eterno que alguém poderia desejar a si mesmo;
"Pessoas como eu vivem pouco, mas vivem como querem!"
Amy Winehouse
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Foi do nada mesmo, onda de tristeza e dúvida surgiu na mente.
To cansada e meu serviço não esta nas melhores fases, trabalho bastante, a raiva é bastante e o cansaço tambem, to exausta mesmo que fique sentada o dia todo, acho que o problema ultrapassa as leis físicas sabe, to com psicológico abalado e mais cansado que o corpo.
To longe do clima de carnaval, to fugindo de gente legal, sem saco pra filosofia da vida e sem pena dos mais pobres.
To precisando ter uma religião ou pelo menos ler mais jornal, fazer um cursinho de inglês e almoçar com minha vó no final de semana, escrever uma música e comer mais salada, deixar de ter medo e cair mais tombos de bicicleta, passear com minha cachorra e soltar um pássaro.
'To precisando acreditar na Fada do Dente e no Papai Noel.
Quem sabe ele resolva passar na minha casa e me deixar de presente a fé que perdi!'
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
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Sem rumo nem nada.
Vontade disparada de correr em qualquer direção, qualquer lugar onde o ar seja de graça e doa-se pão.
Vontade de encher o coração de esperança e adotar uma criança, de qualquer raça, cor ou amor.
De caçar uma borboleta e criar, fazer seu funeral quando o dia acabar.
De silenciar-se e de gritar.
Vontade de mudar de corpo, de continuar vivo e de ser morto.
Vontade de um pedaço de bolo de fubá com café feito na hora, de sentar e esperar a aurora.
De crescer e mudar, de encolher e brincar.
Vontade de escorregar em uma montanha gigante, de caçar sonhos em cima de um elefante.
De de andar de trem, andar a pé, de sorrir dos problemas e culpar a fé.
Vontade ser feliz, de consumir amor e viver de luz.
Vontade de conhecer Deus, desfrutar de sua casa e de tudo que também é meu.
Vontade de comprar um peixinho dourado, de vender frutas no mercado.
Vontade de aprender antes de morrer...
Aprender a amar sem ver a quem, amar o triste, o puro ou o ninguém.
Amar a vida, seja branca ou colorida.
Amar o que vier, seja homem ou mulher.
Vontade de estar exatamente onde estou, mais com muito mais amor.
Vontade disparada de correr em qualquer direção, qualquer lugar onde o ar seja de graça e doa-se pão.
Vontade de encher o coração de esperança e adotar uma criança, de qualquer raça, cor ou amor.
De caçar uma borboleta e criar, fazer seu funeral quando o dia acabar.
De silenciar-se e de gritar.
Vontade de mudar de corpo, de continuar vivo e de ser morto.
Vontade de um pedaço de bolo de fubá com café feito na hora, de sentar e esperar a aurora.
De crescer e mudar, de encolher e brincar.
Vontade de escorregar em uma montanha gigante, de caçar sonhos em cima de um elefante.
De de andar de trem, andar a pé, de sorrir dos problemas e culpar a fé.
Vontade ser feliz, de consumir amor e viver de luz.
Vontade de conhecer Deus, desfrutar de sua casa e de tudo que também é meu.
Vontade de comprar um peixinho dourado, de vender frutas no mercado.
Vontade de aprender antes de morrer...
Aprender a amar sem ver a quem, amar o triste, o puro ou o ninguém.
Amar a vida, seja branca ou colorida.
Amar o que vier, seja homem ou mulher.
Vontade de estar exatamente onde estou, mais com muito mais amor.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
O meu Eu entende.
No papel de ceda a marca da caneta Bic preta que falhou na escrita.
No papel quase rasgado, um estrago por não terminar de se dizer o que sentia por ela.
E por noites as dores de cabeça aumentavam, e seu armário estava vazio de cafeína.
Mãos trêmulas segurava o cigarro apagado, tragava medo e soltava a coragem, deixava ela se perder com a fumaça imaginária.
Ela ja devia estar no ônibus das 23h00 e ele não podia ligar: Créditos insuficiente para completar essa ligação - Ouvia a mesma frase por milhares de vezes, mais continuava ligando como se por um milagre a ligação fosse completada.
Quanta tolice para um cara de 45 anos.
Ela tinha seus 17 e estava enlouquecendo e acabando com seu sono por dias.
Só de lembrar do rosto de beleza exótica sentia que suas calças apertavam muito.
Desistiu de roer unhas e pentear seus cabelos grisalhos, se levantou do sofá e caminhou até o quintal.
Recolheu algumas camisetas e jogou o cigarro apagado fora.
Resolveu morrer só por aquela noite.
Ela ligou, ele estava morto e escondia ainda restos dos cigarro no bolso da camisa social.
No papel quase rasgado, um estrago por não terminar de se dizer o que sentia por ela.
E por noites as dores de cabeça aumentavam, e seu armário estava vazio de cafeína.
Mãos trêmulas segurava o cigarro apagado, tragava medo e soltava a coragem, deixava ela se perder com a fumaça imaginária.
Ela ja devia estar no ônibus das 23h00 e ele não podia ligar: Créditos insuficiente para completar essa ligação - Ouvia a mesma frase por milhares de vezes, mais continuava ligando como se por um milagre a ligação fosse completada.
Quanta tolice para um cara de 45 anos.
Ela tinha seus 17 e estava enlouquecendo e acabando com seu sono por dias.
Só de lembrar do rosto de beleza exótica sentia que suas calças apertavam muito.
Desistiu de roer unhas e pentear seus cabelos grisalhos, se levantou do sofá e caminhou até o quintal.
Recolheu algumas camisetas e jogou o cigarro apagado fora.
Resolveu morrer só por aquela noite.
Ela ligou, ele estava morto e escondia ainda restos dos cigarro no bolso da camisa social.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Novos tempos e costumes velhos.
Começa um ano novo mais tudo parece tão igual.
Nada vai mudar enquanto as pessoas não mudarem tambem.
Esperamos do mundo e do ano que entra realizações, amor, carinho, paz e felicidade, mais entramos mal-humarodos, desumanos, frios e cálculistas.
2011 também espera de nós pessoas diferentes pra que ele faça a parte dele.
Afinal, quando um não quer, dois não briga.
'Enquanto houver preconceito e a cor da pele for mais importante, ainda haverá guerra'
Nada vai mudar enquanto as pessoas não mudarem tambem.
Esperamos do mundo e do ano que entra realizações, amor, carinho, paz e felicidade, mais entramos mal-humarodos, desumanos, frios e cálculistas.
2011 também espera de nós pessoas diferentes pra que ele faça a parte dele.
Afinal, quando um não quer, dois não briga.
'Enquanto houver preconceito e a cor da pele for mais importante, ainda haverá guerra'
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